NL Saúde

CHBA aplica programa de reabilitação respiratória (PRR) aos doentes com DPOC

No CHBA decorre, desde 2004, um PRR pioneiro a nível nacional, com expressivos resultados ao nível da Funcionalidade e da Qualidade de Vida, assim como a redução no número de internamentos em doentes com DPOC.
Decorre hoje, 15 de Outubro, com início às 11h00, no Anfiteatro do CHBA, uma apresentação sobre este Programa. A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é caracterizada, sobretudo, pela limitação não reversível das vias respiratórias, normalmente progressiva e geralmente apresenta-se associada a um quadro inflamatório anormal dos pulmões a partículas ou gases nocivos. A DPOC é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade a nível mundial.
Um dos sintomas mais frequentes da DPOC é a fadiga física o que faz com que esta seja classificada por muito profissionais como “Doença Silenciosa” pois interliga-se a sintomatologia característica (que pode incluir tosse crónica ou produção de expectoração) ao avanço da idade, sendo comum um diagnóstico da mesma em estádios já muito avançados.
Na maior parte dos casos, verifica-se que a medicação administrada torna-se insuficiente para que o doente possa usufruir de uma qualidade de vida desejável. A intolerância ao esforço faz com que exista uma franca perda de qualidade de vida, transformando-a numa doença de “todo o corpo”, dado a dificuldade genérica de movimentação.
Na generalidade, a afluência ao ginásio dota potencialmente todos os indivíduos de mais saúde e, consequentemente, resistência a todos os riscos a que estão sujeitos no quotidiano. Curiosamente, este é o método utilizado também para conferir aos referidos doentes a optimização do que subsiste da sua função respiratória.
O Programa de Reabilitação Respiratória permite aos doentes: uma melhoria da qualidade de vida, em muitos casos da sobrevida, a diminuição da dispneia, uma maior tolerância ao esforço, a melhoria da qualidade de vida, bem como a diminuição do número de afluências ao Serviços de Saúde.
No Canadá é sabido que só 1% das pessoas a quem é diagnosticado a doença faz reabilitação.
Em Portugal existem alguns programas de reabilitação a serem desenvolvidos em seio hospitalar. No CHBA, surgiu o programa inicial em 2004 que, ao longo dos anos, e com a experiência adquirida, foi sofrendo algumas adaptações e melhorias.
Em termos práticos, o programa é efectuado com 3 doentes de cada vez, que são seleccionados, da consulta de Pneumologia e que sofram de DPOC. Estes doentes são submetidos, num espaço de algumas semanas a um programa com diversas componentes (pneumológica, provas físicas e respiratórias monitorizadas e nutricional) e que implicam sessões de ginástica monitorizada, sessões educacionais sobre a doença, diagnóstico, prescrição e acompanhamento nutricional e avaliação do parâmetros obtidos em termos pneumológicos.



I Congresso do CHBA
“Saúde e Doença – Gerir o Presente, Planear o Futuro”

Temas:
Gestão de Informação e de Qualidade em Saúde *Comunicação Intra e Extra Hospitalar* *Vacinas* Urgência, Emergência e Trauma *Unidades Locais de Saúde*
Dor Crónica* Oncologia * Diabetologia* Infecciologia (Tuberculose, VIH e outras DST’s)*Saúde da Mulher e da Criança* Saúde Reprodutiva e Sexualidade* Doença Cardio-cerebrovascular * Saúde e Ciclo de Vida* Comorbilidades Psiquiátricas*
 
Os interessados poderão consultar o programa/ inscrição em: http://www.chbalgarvio.min-saude.pt ou contactar o Secretariado do Congresso através do email : congressochba2008@gmail.com
O CHBA levará a cabo, nos próximos dias 13, 14 e 15 de Novembro, no Hotel Alvor Praia, em Portimão, o seu primeiro congresso, subordinado ao tema “Saúde e Doença – Gerir o Presente e Planear o Futuro”.
Sob este tema genérico o certame pretende oferecer aos interessados uma visão global e globalizante sobre Saúde na sua vertente preventiva e Doença. Pretende ainda apresentar uma perspectiva enriquecedora sobre algumas temáticas de saúde importantes no Século XXI (Tuberculose, Saúde no Século XXI) e fomentar a troca de experiências, bem como o confronto científico de diversas perspectivas sobre o estado actual da Saúde (“Os 30 anos do SNS”).
O Programa Científico engloba mesas e conferências relacionadas com as diversas áreas da medicina sob a perspectiva dos diferentes profissionais de saúde.





Oftalmologia do CHBA faz cirurgia retino-vítrea

A Oftalmologia é estrategicamente uma das especialidade em franco desenvolvimento no CHBA e na qual tem havido igualmente um investimento em termos de equipamento e recursos humanos. O CHBA possui um serviço de Oftalmologia pautado pelo dinamismo e pela excelência no trabalho desenvolvido.
 
No ano passado foram intervencionados, por esta especialidade, 1516 pacientes, dos quais 1350 foram cataratas. Este ano, de 1 de Janeiro a 30 de Setembro, foram já intervencionados 1467 doentes, dos quais 1282 foram cataratas, prevendo-se atingir 1900 utentes intervencionados até ao final deste ano.
 
No que diz respeito à Diabetes o rastreio já ultrapassou as expectativas previamente acordadas com a ARS, IP, tendo sido rastreado até ao momento cerca de 3. 000 utentes, existindo ainda capacidade para efectuar cerca de 900 exames.
 
É importante evidenciar, que ao doente diagnosticado com patologia na retina é executada uma angiografia fluoresceínica (que é um exame complementar para das avaliação das condições vasculares e da coroideia) e efectuada uma marcação para tratamento laser adequado. O médico de família deste paciente é, de imediato, informado da situação oftalmológica do seu paciente.

Desde 25 de Setembro de 2008 que se conta com um novo tempo operatório na especialidade oftalmológica, a Cirurgia Retino-Vítrea. Com uma periodicidade quinzenal, estas cirurgias programadas são efectuadas pelo especialista na área, Dr. Pedro Carreira e sua equipa, e vêm colmatar uma lacuna existente no Barlavento Algarvio: o tratamento cirúrgico da parte posterior do olho e de situações como o descolamento da retina, a hemorragia do vítreo, etc.
 
Esta especialidade oftalmológica era, até à data, só afecta a Hospitais Centrais, pelo que, esta solução será bastante positiva para os utentes do Barlavento Algarvio, decrescendo consideravelmente as deslocações, bem como os incómodos que delas advêm. A implementação da Consulta de Retina Médica e Cirúrgica levou à aquisição de alguns equipamentos especializados, um investimento na ordem dos 50.000 €.
Portimão, 13 de Outubro de 2008.




CHBA  -  Hospital Amigo dos Bebés
 - o Terceiro Hospital Português a receber a Certificação –

O CHBA, na pessoa do Dr. Luís Batalau, Presidente do Conselho de Administração recebeu, no dia 6 de Outubro de 2008, das mãos da Drª Ana Jorge, Sr.ª Ministra da Saúde, uma placa com muito significado para esta Instituição Hospitalar: o CHBA, EPE certificado enquanto “Hospital Amigo dos Bebés”. O significado ainda se extrapola quando está, neste momento, a ser comemorada em todas as Unidades de Saúde do país, a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que em Portimão tem vindo a ganhar cada ano maior dinamismo graças à estreita colaboração com a ARS Algarve, IP bem como aos apoios da Edilidade e Junta de Freguesia portimonenses e de algumas empresas locais.
Esta nomeação de carácter mundial conferida pela Organização Mundial de Saúde e pela UNICEF visa distinguir todos os Hospitais que cumpram na íntegra os dez passos essenciais centrados na promoção e divulgação do Aleitamento Materno.
Já há alguns anos que o CHBA, EPE tinha efectuado a sua candidatura (existe um compromisso desde 1997) e tem vindo a efectuar um esforço na melhoria contínua da qualidade prestada pelos seus serviços através de diversos investimentos por forma a cumprir estes passos tão importantes para promover e garantir a amamentação. Em 2008, a Instituição vê o seu esforço reconhecido com esta certificação e é com muito orgulho, mas também com um sentido de responsabilidade acrescido, que se torna no terceiro Hospital Português a ser contemplado.
O primeiro Hospital certificado como “Hospital Amigo dos Bebés” foi o Hospital Garcia de Orta, em 1995, seguido da Maternidade Bissaya Barreto em Julho de 2007.
Para se ser certificado enquanto “Hospital Amigo dos Bebés” a Instituição deverá submeter-se a um processo de avaliação composto por quatro elementos base:
1.Os critérios globais – cumprimentos dos Dez Passos/ Medidas supra mencionados;
2.Questionários de auto-avaliação – Onde as Instituição tomando como matriz os já referidos, “Dez Passos”, deverão identificar as mudanças necessárias a efectuar para se tornarem numa instituição promotora do Aleitamento Materno;
3. Questionário de Avaliação – Utilizados por uma equipa de consultores externos devidamente preparados;
4. Guia para qualificar a avaliação ao Hospital/ Maternidade – onde os dados adquiridos pela equipa de consultores externos originam uma avaliação que será confrontada com os critérios gerais atribuídos pela OMS e pela UNICEF e, consoante essa avaliação final, será definido o grau de cumprimento que certificará, ou não, a Instituição enquanto “Amiga dos bebés”.



CHBA Comemora Semana Mundial do Aleitamento Materno
- SMAM 2008 -

Na semana de 6 a 12 de Outubro comemora-se a Semana Mundial do Aleitamento Materno sob o tema “Evoluir para a Excelência no Apoio Materno”. Pretende-se com esta iniciativa promover e valorizar a importância da amamentação desde a primeira hora de vida.

O CHBA EPE une-se com entusiasmo a esta comemoração, em parceria com a ARS-Algarve IP e com o Hospital de Faro EPE – o programa Regional pode ser consultado em www.arsalgarve.min-saude.pt - desenvolvendo, para o efeito, algumas actividades na Unidade Hospitalar de Portimão, bem como na Praça da Alameda da edilidade.

Programa local:

CHBA – Portimão:
Palestras:

-    Dia 7 de Outubro 2008 – 11h00 – “Evoluir para a Excelência do Apoio Materno” – Enf.ª Mercês e Enf.ª Florinda – Conselheiras em Aleitamento

-    Dia 9 de Outubro 2008 – 17h00 – “Aleitamento Materno e a Farmácia” – Dr.ª Cristina Gouveia – Conselheira em Aleitamento Materno

Praça da Alameda – Tenda da Amamentação

6 a 10 de Outubro /Horário: 16h00 – 20h00
   11 de Outubro /Horário 14h00 – 18h00

Exposições:     

-    Exposição de posters
-    Trabalhos Infantis
-    A Criatividade e Aleitamento Materno (fotos, pintura, escultura, artesanato, etc.)

Espaços:
   
- “Cantinho da Amamentação” com aconselhamento especializado

- Espaço de Informação
- Espaço Convívio

Agenda Eventos:

9 de Outubro :18h00 – Actuação dos “Haja Saúde”
10 de Outubro: 19h00 – Música para Bebés (com Professor Músico, Gonçalo Pescada do Conservatório de Música de Portimão Joly Braga Santos)
11 de Outubro:
14h00 – Sessão Oficial de Encerramento com a presença de Gonçalo Sá dos “Morangos com Açúcar”
16h30 – Grupo Coral Adágio – Igreja do Colégio

Programa Radiofónico “Vamos falar de Aleitamento Materno”
Alvor FM 90.1 – diariamente 9h15:

Dia 6 – Apresentação SMAM
Dia 7 – Cuidados de Saúde
Dia 8 – Família e Rede Social
Dia 9 – Resposta em situações de crise ou emergência
Dia 10 – Trabalho e Legislação
Dia 11 – Entrevista com a Família do actor Gonçalo Sá

Esta organização local conta com os apoios de: Câmara Municipal de Portimão, Junta de Freguesia de Portimão, AlvorFM, Delta Cafés, Staples Office Centre e Geração Radical – Agência de Modelos.

Todas estas acções assumem especial importância na medida em que contribuem para a promoção, a protecção e o suporte do aleitamento materno que constituem uma prioridade de saúde quer em termos internacionais quer mundiais, tal como é defendido pela OMS e pela UNICEF.



                                                                                                                “Se fez, alguma coisa para apoiar uma mãe que pretende amamentar, ou uma mãe que já amamenta, então merece uma Medalha de Ouro”
WABA 2008

http://www.waba.org.my/

A WABA (World Alliance For Breastfeeding Action) em sintonia com os Jogos Olímpicos de 2008 apela a um reforço do apoio dado à mãe que decide amamentar o seu filho (à semelhança do apoio dado pela equipa do atleta) de forma a que ela consiga obter a excelência na alimentação do seu filho, amamentando em exclusivo durante os primeiros seis meses, após o que deve introduzir alimentação complementar, mantendo o aleitamento durante pelo menos dois anos.
Sendo uma realidade em toda a Europa as baixas taxas de aleitamento materno em termos de exclusividade e de manutenção, e constituindo o aleitamento materno uma medida de saúde pública com efeitos benéficos em termos da saúde materna e do crescimento e desenvolvimento dos lactentes e crianças pequenas, é fundamental que os profissionais de saúde, os dirigentes e a sociedade em geral, estejam mais sensibilizados e sejam mais interventivos nesta área.
Muitas são as razões para a actual situação em termos de aleitamento materno mas, todos nós como cidadãos ou como profissionais de áreas diversas podemos apoiar uma mãe que decide amamentar:
Os cuidados de saúde devem ser prestados por profissionais com formação em aleitamento materno, que pratiquem uma escuta de forma empática, que transmitam a informação que se revele oportuna e exacta. Os profissionais de saúde devem ser uma fonte de incentivo e estimulo, tal como a equipa apoiante do atleta olímpico está confiante no seu sucesso e disponível para responder prontamente às suas dúvidas e ansiedades, reforçando a sua confiança e elogiando o seu esforço.
Os empregadores também são responsáveis pelo apoio que a mãe necessita para manter o aleitamento quando reinicia a sua actividade laboral, ao proporcionar um ambiente protector e promotor do Aleitamento.
A legislação protege a mãe que decide amamentar de forma prolongada, mas é necessário um maior investimento dos empregadores, nomeadamente permitindo o gozo da licença de amamentação e a flexibilização do horário, proporcionando um local adequado para a extracção de leite pela mãe, apoiando a criação de creches no local de trabalho ou próximo. Sabemos que as mães que amamentam de forma satisfatória e prolongada têm menor taxa de absentismo e maior produtividade, sentindo-se assim mais realizadas enquanto mães e enquanto mulheres trabalhadoras.
A família constitui uma rede de apoio imediato e contínuo à mãe começando com o pai/companheiro, incluindo a família directa (mãe e irmãs, etc) e alargada, os amigos e vizinhos. Todos podem apoiar reforçando a confiança da mãe na sua capacidade de amamentar ou disponibilizando-se para outras tarefas, libertando a mãe para se dedicar à amamentação e ao cuidado do lactente.
A decisão de amamentar e manter a amamentação depende das informações que obtém pelo que lê e ouve e pela observação de outras mulheres a amamentar. Actualmente a sociedade não privilegia a amamentação como norma de alimentação dos lactentes e crianças pequenas. Uma forte rede social de suporte contribui para compensar as influências que possam diminuir a confiança da mãe na sua capacidade em amamentar.
Em Portugal a Licença por maternidade permite à mulher o gozo de 120 dias, com direito a receber 100% da remuneração de referência. No caso de a mãe optar por uma licença de 150 dias, terá direito a receber 80% da remuneração de referência. A mulher tem ainda direito a 30 dias suplementares por cada gémeo além do primeiro, em caso de nascimentos múltiplos (Artº35º da Lei99/03 de 27/08 e Artº 68º da Lei 35/04 de 29/07).
A Mulher tem ainda direita à dispensa para amamentação em dois períodos distintos de uma hora cada (mais 30 minutos por cada gémeo além do primeiro), por dia de trabalho, enquanto amamentar. A mãe deve fazer a comunicação à entidade empregadora com dez dias de antecedência em relação ao início da dispensa (para amamentação) e apresentar declaração médica anual após o 1º ano de vida do filho (Artº 39º da Lei 99/03 de 27/08 e Artº 73º da Lei 35/04 de 29/07).
Muitas mães não pedem a dispensa para amamentar por desconhecimento ou pela precariedade do seu trabalho, pelo que esta é uma área que merece especial atenção.
Em situações de crise ou emergência agrava-se a responsabilidade da mãe que está amamentar, recaindo sobre ela preocupações acrescidas quanto à protecção do seus filhos, nomeadamente assegurar a sua alimentação e alojamento. Na nossa sociedade estas crises podem ser representadas por catástrofes naturais, mas mais frequentemente por crises familiares: divórcios, custódia dos filhos etc.
É fundamental disponibilizar apoio para estas mães em termos da sua alimentação, alojamento e fornecimento das informações e depoimentos que reforcem a necessidade que o bebé tem de permanecer junto à sua mãe e os riscos da alimentação artificial.
Uma mãe em situação desfavorecida economicamente, pertencente a um grupo de risco (imigrante, mãe adolescente, etc), enfrenta situações mais desafiantes, pelo que se acentua a necessidade de apoio, representando um desafio aos serviços de saúde e à sociedade.
As mulheres não recebem somente o apoio, mas também o reflectem ao seu redor, por exemplo as associações com mães voluntárias, os grupos de apoio mãe. Em Portugal estes grupos têm ainda pouca expressão, facto que esperamos venha a alterar-se em breve, pois têm eficácia comprovada no prolongamento do período de aleitamento.



Um olhar sobre Saúde e Ambiente - Educação e Saúde lançam Concurso Fotográfico 


No dia 25 de Setembro de 2008, pelas 10h00 no Auditório do Hospital de Faro, EPE teve lugar o lançamento do Concurso Fotográfico “ Um Olhar sobre Saúde e Ambiente”. Uma iniciativa da responsabilidade do primeiro que se uniu à ARS Algarve IP, ao Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE e à Universidade do Algarve.

Contou, no seu lançamento com as presenças do Dr. Rui Lourenço, Presidente da ARS Algarve IP, do Dr. Luís Batalau, Presidente do Conselho de Administração do CHBA, EPE e do Prof. Doutor Pedro Ferré, Vice-Reitor da UALG recebidos pela anfitriã Drª Ana Paula Gonçalves, Presidente do HF, EPE

“Um olhar sobre Saúde e Ambiente” é um projecto inovador na região algarvia, e tem como objectivo retratar e valorizar a interdependência existente entre a Saúde humana e a Saúde ambiental, proporcionando uma reflexão sobre os comportamentos e factores ambientais negativos, de forma a perspectivar um futuro saudável para o planeta e seus habitantes.

A Iniciativa contou com os apoios das empresas ANA Aeroportos, Aquateste, Fnac, Gráfica Comercial, Região de Turismo do Algarve e Sony. Os Media Partners afectos são o Semanário Regional Barlavento e a Rua FM – Rádio Universitária da UALG.





Cruz Vermelha de Lagos em situação crítica devido a dívidas da ARS e CHBA


As dívidas da Administração Regional de Saúde do Algarve (ARS) e Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA) à delegação de Lagos da Cruz Vermelha Portuguesa, relativas ao pagamento de serviços de transporte de doentes para os hospitais de Portimão, Faro e Lisboa, estão na origem da delicada situação financeira em que se encontra o núcleo local da instituição.

As dívidas da ARS e do CHBA, à data de Junho de 2008, ultrapassavam os 41.000 euros e correspondem a valores acumulados desde o mês de Janeiro.
Os dados e valores em causa constam da documentação que acompanha um pedido de auxílio financeiro do presidente da Cruz Vermelha de Lagos à Câmara Municipal que será discutido na próxima reunião do Executivo  municipal. Em cima da mesa para deliberação vai estar uma proposta do presidente da Autarquia para a atribuição de um subsídio suplementar àquela instituição humanitária no valor de 10.000 euros.
Para Nuno Marques, presidente do PSD/Lagos, “o trabalho da Cruz Vermelha de Lagos merece-nos o mais elevado respeito e a delicada situação financeira em que se encontra é merecedora da nossa melhor atenção, porém, não podemos deixar de observar que, no esencial, tal situação é consequência de atrasos da ARS/Algarve e do CHBA no cumprimento dos seus compromissos, competindo-lhes, obviamente, honrá-los e não ao Município.”
No documento que vão apresentar na reunião de Câmara, os autarcas sociais-democratas assumem “estar vinculados ao dever de justiça no exercício das suas funções, não podendo, por isso, em consciência, considerar justa mais esta penalização dos contribuintes locais, motivada fundamentalmente pela deficiente administração da Saúde por parte do Governo e das suas estruturas desconcentradas, as quais, com as suas políticas pouco competentes, têm causado prejuízos graves e sucessivos às populações de Lagos.” 



“Saúde em Movimento” recomeça no próximo mês
Inscrições abertas a partir de 2 de Setembro

A Câmara Municipal de Lagos vai retomar o projecto “Saúde em Movimento” 2008/2009, que visa a prática do desporto (ginástica de manutenção) e destina-se à população do concelho, de ambos os sexos e com idade superior a 40 anos.

Esta é mais uma medida que a autarquia promove com o intuito de combater a tendência das pessoas com alguma idade para o isolamento e solidão, promovendo igualmente, não só as condições para que os munícipes desenvolvam estilos de vida mais saudáveis, como também o convívio entre os mesmos.

Promover a saúde e qualidade de vida dos munícipes através da prática regular de actividade física e psicomotora é um dos objectivos deste projecto, que recomeça já no próximo dia 15 de Setembro, nos mesmos locais e horários do ano passado.

A participação é gratuita e as inscrições decorrem até ao dia 15 de Setembro. Os participantes em anos anteriores, fazem a sua inscrição nos locais de prática (no dia 15, início das aulas). Os novos participantes deverão dirigir-se ao Centro de Saúde de Lagos – Gabinete de Avaliação e Prescrição de Exercício para a Saúde, a partir de dia 2 de Setembro, às Terças Feiras, entre as 10h00 e as 12h00, para serem avaliados e fazerem a sua inscrição.

 “Saúde em Movimento” é um projecto cuja organização está a cargo do Gabinete de Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Lagos e conta com os apoios do Núcleo de Lagos da Cruz Vermelha Portuguesa, do Centro de Saúde de Lagos e dos Bombeiros Voluntários de Lagos.

Informe-se, inscreva-se e participe! A sua saúde agradece!



Ambulância SIV em Lagos

A partir de 25 de Agosto Lagos vai poder contar com uma ambulância SIV – Suporte Imediato de Vida – para as urgências do concelho.
Também o concelho de Tavira vai beneficiar de medida idêntica. Para o efeito foram contratados dez enfermeiros e dez técnicos de ambulância de emergência.
Cada ambulância vai ter um enfermeiro e um técnico a bordo para um tratamento mais rápido.



Serviço de Urgência do CHB
Remodelações Físicas e Funcionais em curso

O Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE – Portimão encontra-se numa fase de reestruturação e ampliação.
A nova ala física do Serviço de Urgência de Adultos já se encontra concluída, pelo que, para ser levada a cabo a 2º fase de reestruturação e obras da ala antiga (onde funciona actualmente a urgência) será efectuada uma mudança temporária de todo o serviço para a nova ala supra mencionada. A segunda fase decorrerá a partir de dia 25 de Agosto (2ª Feira), sendo imprescindível a melhor compreensão e colaboração de todos os utentes, para o seguinte contexto:
 
1. Um espaço físico novo mas mais exíguo (que inclui uma sala de espera exterior com menos espaço);
2. Uma (re)organização temporária do Serviço por forma a adaptar-se a esta realidade estrutural;
3. Possíveis perturbações causadas pelas obras a serem efectuadas.
 
Para que as obras de melhoria decorram, o mais possível, dentro da normalidade deverá existir a máxima articulação entre os profissionais e saúde e os utentes, no sentido da melhor compreensão para a situação temporária e todos os inconvenientes que possam daí advir.



Lagos associou-se à campanha de colheita de sangue
“Não dê férias à dádiva de sangue no Algarve”

Nos próximos dias 16 e 17 de Agosto, os lacobrigenses e todos aqueles que se encontraram a passar as suas férias em Lagos foram convidados a participar numa campanha de colheita de sangue, promovida pelo Instituto Português do Sangue (IPS) e pela Associação de Dadores de Sangue do Barlavento do Algarve (ADSBA).

A iniciativa integrou-se num Plano Estratégico que procurou tirar proveito do elevado fluxo de visitantes que o Algarve regista durante a época de veraneio.

O objectivo principal foi contribuir para que o IPS possa continuar a manter as suas reservas de sangue, numa época do ano em que as necessidades normalmente aumentam e as colheitas diminuem.

Para os dadores que se encontravam de férias em Lagos, esta iniciativa permitiu que os mesmos não dessem férias à dádiva de sangue.



Um novo hospital para Lagos


O Deputado da Assembleia da República José Soeiro após recente deslocação ao Hospital de Lagos, questionou o Ministério da Saúde sobre a necessidade da construção de um novo edifício considerando “a necessidade imperiosa do mesmo no sentido de evitar deslocações mais dispendiosas para as populações, criar melhores condições de acesso aos cuidados de saúde, assegurar condições de trabalho dignas da dedicação e disponibilidade revelada por todos os que hoje trabalham no velho hospital”.

Em resposta, a Ministra da Saúde reconheceu a necessidade da construção de uma nova unidade hospitalar para Lagos, mandatando o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, em que o nosso hospital se insere, para elaborar o perfil, plano funcional e estimativa orçamental para a futura unidade.

A CDU/Lagos considera que esta decisão é o resultado da persistência e da luta das populações, dos autarcas dos Concelhos de Lagos, Aljezur e Vila do Bispo e dos trabalhadores do Hospital de Lagos, em que se têm destacado os eleitos da CDU na apresentação de diversas propostas, bem como o Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República em propostas para a inclusão desta importante obra no Orçamento de Estado.

A Comissão Concelhia de Lagos do Partido Comunista Português aguarda que se concretizem os resultados dos estudos agora encomendados e que o seu resultado corresponda às reais necessidades e expectativas daqueles que nunca baixaram os braços e não se renderam aos arautos da desgraça que davam o nosso hospital como encerrado.




Direitos Humanos e Lei Anti-discriminatória

Rede Social de Lagos informa sobre Direitos das pessoas com deficiência

A Rede Social de Lagos, através do seu Grupo de Informação e Formação, reuniu e compilou, recentemente, um conjunto de informação, na área da deficiência, com o objectivo de promover um maior esclarecimento sobre os direitos da pessoa com deficiência (pessoas com mobilidade, comunicação e orientação condicionadas).
Neste contexto, e consciente desta realidade, a autarquia, através da sua Rede Social, divulga aqui o resultado desse trabalho, que poderá ser útil a estes cidadãos ou a quem cuide deles.
Recorde-se que o Programa da Rede Social, a nível nacional, tem por finalidade a erradicação ou atenuação da pobreza e da exclusão, com vista à promoção do desenvolvimento social.
Os objectivos estratégicos da Rede Social consistem em desenvolver uma cultura de parceria efectiva e dinâmica; promover dinâmicas de planeamento estratégico e garantir uma maior eficácia do conjunto de respostas sociais.
Em Lagos a Rede Social iniciou em 25 Março  2004, contudo o início das parcerias organizadas, através da criação do CLAS- Conselho Local de Acção Social, tiveram início em Janeiro de 2003.
No âmbito dos propósitos da Rede Social de Lagos, está integrada a integração das pessoas com deficiência. Sublinhe-se que existem, actualmente, a nível mundial, cerca de 600 milhões de pessoas com deficiência. Na Europa são cerca de 37 milhões e em Portugal um milhão de cidadãos têm uma qualquer deficiência. Todos experimentam várias formas de exclusão directa ou indirecta.


Deficiência: Direitos Humanos e Lei Anti-discriminatória
Contextualização histórica dos Direitos das pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência existiram desde sempre e a todos os níveis da sociedade. Olhadas como um castigo ou uma maldição foram escondidas dos olhos do mundo ou utilizadas como meros objectos de caridade nas classes sociais mais desfavorecidas.
Impedidas de exercerem a sua cidadania, foram condenadas à mais completa ignorância, propiciadora de desconhecimento sobre os direitos que lhes assistiam, e sujeitas à vontade e decisão das famílias, da sociedade e dos legisladores que decidiam sobre a sua participação e, em última análise, sobre a sua própria vida.
Neste sentido, o processo de reconhecimento da cidadania da pessoas com deficiência tem sido longo e tem acompanhada a evolução dos direitos humanos mas de uma forma mais lenta e mais tardia, na medida em que a justiça para as pessoas com deficiência apenas surgem após a I Guerra Mundial, quando se sente a necessidade de integração nas estruturas sociais, dos mutilados vitimas deste acontecimento histórico. Só com esta situação é que a sociedade começou a alterar a sua atitude perante as pessoas que num dado momento eram úteis para a sociedade e a partir daí começaram a ter dificuldades na integração e efectivação dos seus direitos.
Ao longo destas décadas foram criadas diversas medidas e diplomas internacionais na tentativa de efectivar os direitos das pessoas com deficiência, contudo, a assunção de que os seus problemas ultrapassam as meras questões específicas de saúde, educação, transportes, barreiras arquitectónicas e outras para se situarem no plano mais vasto dos Direitos Humanos não tem mais de 30 anos, em Portugal e até mesmo no plano internacional.

Surgimento da Lei anti-discriminatória
Em pleno século XXI ainda existem indivíduos que vêem confinada a sua vida às paredes de sua casa ou estão segregados em instituições. São as que a sociedade considera incapazes de realizar uma vida normal porque, segundo a visão tecnocrática, a natureza ou gravidade da sua deficiência assim o determina.
Apesar do quadro legislativo Português possuir vastos diplomas que especificam a regulamentação das regras sociais em torno da problemática da deficiência Ainda, urge a necessidade da criação de uma lei Anti-discriminatória em relação às pessoas com deficiência. Lei esta que foi proposta, em Portugal, pela primeira vez à Assembleia da República no ano de 2000, pela Associação Portuguesa de Deficientes (APD), mas sem qualquer sucesso. Neste âmbito a APD elaborou um projecto de Lei Anti-discriminatória com o intuito de se combater a discriminação das pessoas com deficiência no acesso aos direitos de cidadania, nos diversos ciclos de vida e nas várias vertentes das relações sociais, como forma de contribuir para a sua autonomia em termos de uma participação activa na construção do seu projecto de vida.
Contudo, a respectiva Lei apenas foi aprovada a 28 de Agosto de 2006, tendo sido alvo de regulamentação específica a 15 de Fevereiro de 2007. Porém, em outros países já existe há muito tempo uma lei que regulamenta a vida em sociedade no sentido de fazer valer os direitos das pessoas com deficiência, enquadrados nos demais direitos fundamentais designados pela Declaração dos Direitos Humanos, igualando o estatuto social destes indivíduos aos de cidadãos de plenos direitos, fazendo parte do Todo de uma mesma sociedade.

Conteúdo da legislação e Regulamentação anti-discriminatória
A Lei n.º 46/2006, de 28 de Agosto, proíbe e pune as discriminações em razão da deficiência e da existência de risco agravado de saúde e  “tem por objecto prevenir e proibir a discriminação directa ou indirecta, no exercício de direitos por motivos baseados na deficiência ou risco agravado de saúde”.
O seu conteúdo apresenta um conjunto de práticas que são consideradas como discriminatórias na vida em sociedade e práticas discriminatórias nos locais de trabalho e emprego além das constantes no código de trabalho, aqui se deixa o exemplo de duas das prática consideradas como discriminatória, pela legislação:
“A adopção de procedimento, medida ou critério, directamente pelo empregador ou através de instruções dadas aos seus trabalhadores ou a agência de emprego, que subordine a factores de natureza física, sensorial ou mental a oferta de emprego, a cessação de contrato de trabalho ou a recusa de contratação”
“ A produção ou difusão de anúncios de ofertas de emprego, ou outras formas de publicidade ligada à pré-selecção ou ao recrutamento, que contenham, directa ou indirectamente, qualquer especificação ou preferência baseada em factores de discriminação em razão da deficiência.”

Faz ainda parte do conteúdo da respectiva Lei a indicação das contra-ordenações puníveis com coimas adequadas e sanções correspondentes, bem como as competências do Estado e Secretariado Nacional de Reabilitação (actual Instituto Nacional de Reabilitação, I.P.), na participação em situações de processos disciplinares instaurados perante a Administração Pública.
A respectiva Lei foi posteriormente regulamentada pelo Decreto-Lei n.º 34/2007, de 15 de Fevereiro, que estabelece, designadamente, as entidades administrativas competentes para procederem à instrução dos processos de contra-ordenações, bem como a autoridade administrativa que aplicará as coimas e as sanções acessórias correspondentes pela prática de actos discriminatórios.
Assim é de salientar que o regulamento define que “qualquer pessoa singular ou colectiva que tenha conhecimento de situação susceptível de ser considerada contra-ordenação deve comunicá-la a uma das seguintes entidades:
      a) Membro do Governo que tenha a seu cargo a área da deficiência;
      b) Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.;
      c) Conselho Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência;
      d) Entidade competente para a instrução do processo de contra-ordenação”.

O decreto-regulamentar prevê que sempre que é instruído um processo de contra-ordenação, o produto das coimas é distribuído em partes diferentes por três entidades sendo afecto nos seguintes termos:
      a) 60% para o Estado;
      b) 20% para o Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.;
      c) 20% para a entidade administrativa que instruiu o processo de contra-ordenação.

Estas são os aspectos mais relevantes do decreto-regulamentar, que merecem o seu destaque mas muito mais poderia ser referido sobre o conteúdo da regulamentação, mas não é objectivo deste documento efectuar uma análise exaustiva sobre a mesma, apenas se pretende dar a conhecer a lei e a sua regulamentação, como forma de despertar os leitores para a existência da legislação e o seu âmbito de aplicabilidade. Sendo a missão principal desta notícia, enquadrada nos objectivos da Rede Social do concelho de Lagos, sensibilizar para a não discriminação das pessoas com deficiência; para a identificação de situações que possam estar ou a vir a incorrer numa prática discriminatória e informar sobre a especificidade da legislação portuguesa existente para a efectivação dos direitos das pessoas com deficiência, enquanto cidadãos de plenos direitos membros de uma mesma sociedade.




4ª Campanha do Banco Alimentar contra a Fome do Algarve

O Banco Alimentar do Algarve vai promover uma campanha extraordinária de recolha de alimentos no próximo dia 2 de Agosto.

A campanha procura mobilizar a solidariedade de todos os que residem ou visitam o Algarve nesta época do ano e incidirá essencialmente nas unidades comerciais mais inseridas nas zonas turísticas (cerca de 20 unidades).

Apesar da época de férias, contar-se-á com um elevado número de voluntários, nomeadamente os mais ligados às Instituições de Solidariedade Social.

A campanha, como as demais, procurará recolher bens alimentares de primeira necessidade (massas, arroz, azeite, bolachas, cereais, alimentos para bebés e diabéticos, etc) com especial relevo para o leite, cuja necessidade tem-se avolumado em muitas famílias carenciadas.

Os interessados em participar na referida campanha poderão contactar, de preferência, para os mails voluntariosba@gmail.com ou ba.algarve@bancoalimentar.pt, ou por fax 289 873 059, ou ainda por sms para o telemóvel 969395788.




2 crianças, vítimas de afogamento,
deram entrada no Serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio

Finalmente, chegou o bom tempo ao Algarve e com isso olha-se para o mar e para as piscinas com sede de refrescar. As crianças sorriem e salpicam-se, deliciadas, perante tanta água. Os adultos relaxam e descansam nos momentos de calor.
 
Sem ninguém se aperceber, o perigo espreita e, de forma calculista, transforma pequenas e inocentes crianças em vítimas. Estamos a falar de AFOGAMENTO, dessa palavra que causa mortes, que destrói famílias….
 
Nós, profissionais de saúde, vivemos no mesmo dia o drama de duas famílias, cujas crianças com idades compreendidas entre os 2 – 3 anos foram vítimas de afogamento e faleceram.
A história repete-se todos os anos.
As famílias começam sempre por relatar o episódio fatídico como sempre sabemos: “As criança estão sempre sob vigilância e segurança, mas foi naquele preciso momento em que eu estava a fazer outra coisa que senti a falta do meu filho e acabei por encontrá-lo já no fundo da piscina”. O drama é enorme, o afogamento podia ter sido evitado, mas não aconteceu porque é impossível de manter uma vigilância permanente das crianças. Em piscinas particulares, não existindo qualquer vigilância, nem medidas preventivas de segurança, ao perder-se o contacto momentâneo de crianças pequenas, o perigo de acidente acresce, pois as piscinas encontram-se normalmente totalmente descobertas e as crianças sentem-se muito atraídas pela água.
 
Estamos no início da época balnear e já contamos, infelizmente com vítimas de afogamento. Reforçamos a ideia de que, a sensibilização às famílias, sobretudo as que habitualmente usufruem de piscina particular e sobretudo as pessoas com piscina particular, é IMPRESCINDÍVEL!!!.
 
É nesse sentido, que nos dirigimos à população, apelando para adquirir/manter/reforçar as medidas de segurança adequadas. Quando uma piscina não está a ser utilizada por um adulto deverá ser barrada fisicamente a, mesmo que corresponda a cobri-la e voltá-la a abrir passados 10 minutos. Só desta forma a segurança actua e não por estar ali ao lado sem estar a ser utilizada.
 
Na ausência de essas medidas de segurança, porque infelizmente ainda muitas piscinas estão totalmente carecidas de qualquer meio de seguridade, então sugerimos que acampem, almocem e jantem, enfim, realizem as diversas actividades lúdicas de “olhos postos” na piscina.
 
Geralmente, a presença de muitos adultos não implica a responsabilização pela guarda das crianças, mas deveria implicá-lo. A vigilância física só funciona se com a responsabilização pela vigilância dos miúdos. Mesmo que estes estejam a brincar no quarto com o computador ou com outros brinquedos, quantas vezes não alteram o rumo em direcção à piscina (sem que nenhum adulto tome conhecimento) e caminhando, infelizmente para a sua morte. Não se esqueçam que, a MORTE POR AFOGAMENTO É RÁPIDA E SILÊNCIOSA.
 
Equipa de Urgência de Pediatria Centro Hospitalar Barlavento Algarvio
Dra. Helena Drago




CHBA constitui equipa de gestão de camas


No contexto do crescimento da população da área de abrangência, e como consequência, a afluência de cada vez mais utentes ao Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA, EPE), surgiu a necessidade de encontrar soluções adequadas, face às limitações do internamento.

A solução encontrada pelo Conselho de Administração do CHBA passou pela constituição de uma Equipa de Gestão de Camas, que ficará na sua dependência directa, e cujo objectivo basilar é a melhoria efectiva da acessibilidade dos doentes aos cuidados de saúde, através da optimização dos recursos de internamento da Instituição, gerindo as camas afectas ao internamento, de acordo com a diversidade de condicionalismos e contextos a que o CHBA poderá estar sujeito.
Esta equipa, nomeada recentemente (no passado dia 2 de Junho) e com instalações físicas no Piso 6 da Unidade Hospitalar de Portimão, integra os seguintes profissionais:
•    Dr. Rui Tomé – Chefe de Serviço de Medicina Interna
•    Arsénio Cristina Gregório -  Enfermeiro Chefe
•    Drª Guida Ribeiro – Assistente Social
Possuindo um vasto circuito de actuação, esta equipa de profissionais tem como funções nucleares: a Avaliação diária das capacidades e necessidades afectas ao internamento; o Apoio à Direcção Clínica e de Enfermagem nas propostas diárias de alocação de doentes, de acordo com os contextos e necessidades; o Planeamento das Altas; a Monitorização de Internamentos de longa duração; o Apoio na identificação de vagas à Unidade de Cuidados Intermédios (Serviço de Urgência) na transferência de doentes para as respectivas enfermarias, bem como a elaboração de relatórios acerca da revisão da utilização do Internamento.



Esclarecimento do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio

A propósito dos recentes dados SIGIC 2007

O Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE, face à recente divulgação dos dados relativos à execução do SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia) 2007, no qual surge referido como o Hospital em que maior percentagem (90%) de doentes com prioridade acima do normal excedia o tempo espera máximo permitido, vem esclarecer que:

É uma realidade a existência deste resultado, já detectado pelos mecanismos de controlo locais e regionais, tendo sido já aplicadas medidas correctivas entre Outubro/Novembro de 2007.

 Os principais motivos estariam relacionados com a atribuição de prioridades por razões não clínicas (sociais, por exemplo) e com a utilização de variedade de critérios de priorização, aplicadas por médicos, dentro de um mesmo serviço, situação que já foi devidamente regularizada;

 Como resultado, o CHBA (medição efectuada em 4 de Junho de 2008) sofreu já um decréscimo de percentagem dos doentes na situação supra mencionada para cerca de 52% (superior, é certo, à media nacional, mas denotando uma efectiva melhoria) e continuará a envidar esforços no sentido da melhoria deste indicador;

 A percentagem acima mencionada, corresponde a 66 doentes, ou seja menos de 5% do total de doentes em LIC (Lista de Inscritos em Cirurgia).




CHBA, EPE Iniciou projecto “nascer cidadão”

O Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE, iniciou, dia 2 de Junho, o Projecto “Nascer Cidadão”. Fisicamente funcionará no 2º piso, junto do Serviço de Obstetrícia (nas instalações afectas ao “Cantinho da Amamentação”), de Segunda a Sábado, das 12h30 às 16h00.
A implementação deste projecto (iniciado em 2007) assenta em três objectivos basilares: permitir o registo dos nascimentos nos hospitais/maternidades; permitir que a inscrição, tanto no Serviço Nacional de Saúde, como na Segurança Social, seja efectuada após o nascimento da criança, bem como, a identificação de situações de risco social.

Para Registo da Criança é necessário:
Escolher o nome da Criança; Escolher a Naturalidade da Criança (da freguesia do concelho do CHBA - Portimão ou da área de residência habitual da mãe); Apresentar documentação dos pais.
O registo da criança será assim realizado, gratuitamente, logo após o nascimento, através da utilização de uma aplicação informática do Registo Civil, que emite um certificado de nascimento, a ser entregue aos pais e que, simultaneamente, envia esta informação à Segurança Social e ao Serviço Nacional de Saúde. As vantagens deste sistema são notórias; um registo mais fácil, mais rápido e mais cómodo para os pais; a inscrição imediata nos vários organismos de Estado ou seja, os mecanismos da protecção social estão mais junto do cidadão e a detecção de crianças em risco será francamente mais eficaz. Este projecto é uma parceria conjunta dos Ministérios da Justiça, do Trabalho e da Solidariedade Social e do Ministério da Saúde através da Direcção Geral dos Registos e Notariado, do Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça, da instituição da Segurança Social e do Instituto Gestão Informática e Financeira da Saúde.



OMEGA no CHBA – Unidade Hospitalar de Lagos


Encontra-se já em funcionamento na Unidade Hospitalar de Lagos do CHBA, o OMEGA, um novo sistema informático de registo laboratorial que permite agilizar todo o procedimento relacionado com análises clínicas, desde o seu pedido, à execução, registo e consulta dos resultados.

O projecto, concretizado com o apoio do FEDER em 75%, consiste na informatização do registo da produção de análises do Laboratório do Serviço de Patologia Clínica da Unidade Hospitalar de Lagos do CHBA, e beneficia, quer utentes, pela maior celeridade do processo, quer profissionais, pela diminuição da taxa de erro e permitindo, consequentemente, uma terapêutica mais rápida e segura.



 O sistema OMEGA tem como principais mais valias:
-          A informatização de todo o processo, que permite o abandono de métodos desactualizados de registo da produção e de gestão dos pedidos e do envio de resultados das análises;
-          A diminuição do registo errado de informações, já que o registo de um pedido origina um outro, dos seguintes passos de trabalho;
-          A entrada automática e imediata dos pedidos de análises no software do laboratório, oriundos de aplicações próprias usadas pelos clínicos.
-          A entrega de resultados passa a ser efectuada electronicamente e à distância, permitindo ao clínico consultar os resultados na sala onde está a observar o doente;
-          O aumento da celeridade do processo, entre o pedido, a realização da análise e o envio do resultado;
-          O arquivo digital dos resultados, que melhora o processo de arquivo clínico e de recuperação do histórico de cada doente;
-          e a mais valia mais preponderante: interliga os laboratórios das duas unidades hospitalares, uma vez que este tipo de solução já existia na Unidade Hospitalar de Portimão.

Com este sistema, erradicou-se a duplicação de análises dos doentes transferidos da Unidade de Lagos para a Unidade de Portimão, uma vez que à chegada a Portimão o médico que recebe o doente tem acesso às análises efectuadas na outra unidade Hospitalar, o que evita a repetição das mesmas e reduz a espera, agilizando o tratamento do doente e reduzindo custos.

O maior impacto positivo centra-se na fiabilidade do processo, diminuindo a probabilidade de registos errados quer de pedidos, quer de resultados, o que aumenta a probabilidade de uma terapêutica atempada e adequada, bem como uma recuperação do doente mais célere e com menos sequelas. Este facto, acrescido do valor humano e social, traduz-se num valor económico, expresso por uma mais rápida recuperação para o trabalho, reduzindo, simultaneamente, o absentismo e os custos com cuidados de saúde que provêem de tratamentos administrados indevidamente ou com atraso face às condições clínicas do doente.





Autarquia continua a apostar na Luta contra a Obesidade

Sessões de Alimentação Saudável no Centro de Saúde
 
Em Maio, Junho e Julho, o Projecto “Saúde em Movimento”, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lagos (Gabinete de Juventude e Desporto), vai levar a cabo diversas Sessões sobre Alimentação Saudável e Técnicas de preparação de refeições equilibradas.
Recorde-se que este projecto, ciente das necessidades de formação da população do concelho na adopção de um estilo de vida saudável, realizou um colóquio e uma acção de sensibilização no passado mês de Abril, subordinada à “Luta contra a Obesidade”.
Tendo em conta o seu sucesso, e uma vez que as duas acções contaram com a participação de cerca de duzentas pessoas, o projecto “Saúde em Movimento”, em parceria com o Centro de Saúde de Lagos está a realizar encaminhamentos dos utentes do projecto, com risco declarado – excesso de peso e obesidade – para as consultas de nutrição do Centro de Saúde, dando assim continuidade à acção de sensibilização.
Sublinhe-se que a obesidade constitui-se como um problema de saúde pública que necessita de uma intervenção imediata, e é uma luta actual e uma revolução no estilo de vida da população geral e dos Lacobrigenses em particular. Este problema implica uma intervenção multisectorial envolvendo técnicos de saúde, de desporto e de nutrição. Só com o trabalho em equipa será possível travar o aumento desta “ epidemia” do Século XXI.
Programa
Assim, nos próximos dias 21 de Maio (15h às 17h), 18 de Junho (15h às 17h), dia 1 (15h às 17h), 9 e 23 de Julho, no Centro de Saúde de Lagos, irão decorrer as Sessões sobre Alimentação Saudável e Técnicas de preparação de refeições equilibradas, com a nutricionista Sara Andrade.